Governador do RJ Cláudio Castro endurece discurso contra o crime após nova operação “Ou vai preso, ou vai ter CPF cancelado”

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, voltou a adotar um tom duro ao comentar ações recentes das forças de segurança contra o crime organizado no estado. Após uma operação policial de grande porte, o chefe do Executivo afirmou que criminosos não terão espaço para continuar atuando livremente e fez uma declaração que repercutiu amplamente: “Ou vai preso, ou vai ter o CPF cancelado”.

A fala ocorreu no contexto do reforço das operações voltadas ao enfrentamento de facções criminosas que atuam em comunidades dominadas pelo tráfico. Segundo Castro, o objetivo do governo é sufocar as organizações criminosas não apenas com prisões, mas também com medidas que impeçam esses grupos de manter qualquer tipo de vida civil regular.

“O Estado não pode permitir que criminosos tenham direitos garantidos enquanto tiram direitos da população de bem”, afirmou o governador, ao defender ações mais rígidas e integradas entre as forças de segurança.

A declaração, no entanto, gerou debate. Especialistas lembram que o cancelamento de CPF não é uma medida prevista automaticamente na legislação penal e que qualquer restrição de direitos civis precisa obedecer ao devido processo legal e às garantias constitucionais.

O governo estadual afirma que a prioridade segue sendo o combate direto às facções, com prisões, apreensões de armas e drogas, além do enfraquecimento financeiro dessas organizações. As operações fazem parte de uma estratégia contínua para reduzir a violência e retomar territórios dominados pelo crime.

Até o momento, não foram detalhados quais mecanismos legais poderiam ser utilizados para aplicar medidas como a mencionada pelo governador. O tema segue repercutindo no meio político e jurídico, dividindo opiniões entre apoiadores da linha dura e defensores do respeito estrito às normas constitucionais.

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