A possível substituição no comando da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Parauapebas surge em meio a um cenário de grave acúmulo de processos e forte insatisfação do setor produtivo, ampliando a pressão sobre o governo Aurélio Goiano.
Segundo informações que circulam nos bastidores políticos e administrativos, mais de 5 mil processos de licenciamento ambiental estariam parados ou sem andamento efetivo, gerando prejuízos diretos a empresários, empreendedores e empresas especializadas em licenciamento ambiental que atuam no município.
A atual gestão da pasta é alvo de críticas recorrentes, sobretudo pela morosidade excessiva, falta de previsibilidade nos prazos e ausência de diálogo com o setor produtivo. Empresários relatam que projetos estão travados há meses, em alguns casos há anos, comprometendo investimentos, geração de empregos e arrecadação municipal.
Empresas de consultoria ambiental e profissionais da área afirmam que o problema deixou de ser pontual e passou a ser estrutural, refletindo falhas de gestão, ausência de planejamento e dificuldade de tomada de decisões técnicas dentro da secretaria.
“O licenciamento ambiental virou um gargalo para o desenvolvimento de Parauapebas”, resume um empresário do setor, que prefere não se identificar.
O acúmulo de processos também tem levantado questionamentos sobre a capacidade operacional da secretaria, a organização interna e a condução política da pasta dentro do governo municipal.
Diante desse cenário, cresce a especulação sobre uma mudança no comando da Secretaria de Meio Ambiente, com o nome de Célio Silva sendo cogitado para assumir a pasta. A eventual substituição é vista por interlocutores do governo como uma tentativa de reorganizar a secretaria, destravar processos e reduzir a pressão política e econômica sobre a gestão Aurélio Goiano.
Atualmente, a secretaria é comandada por Victor Pereira, cuja gestão tem sido apontada como um dos principais focos de desgaste do governo junto ao empresariado local.
Até o momento, a Prefeitura de Parauapebas não se manifestou oficialmente sobre a possível mudança na secretaria nem apresentou um plano público para enfrentar o acúmulo de licenciamentos.



