A poucos meses do próximo ciclo eleitoral, uma pergunta começa a circular com força nos bastidores da política paraense: Alexandre Siqueira conseguirá repetir o feito e garantir a reeleição da esposa, a deputada federal Andreia Siqueira?
Na eleição passada, a vitória de Andreia esteve diretamente ligada ao capital político do grupo liderado por Alexandre, que à época vivia um momento mais favorável junto ao eleitorado. Hoje, porém, o cenário é outro. O desgaste natural da gestão municipal, somado a críticas administrativas e à crescente polarização política, transforma a reeleição em um desafio bem mais complexo.
Aliados reconhecem, reservadamente, que o “efeito prefeito” já não tem o mesmo peso de anos anteriores. Em alguns setores da sociedade, a associação direta entre o mandato da deputada e a atuação do marido passou a ser vista com desconfiança, alimentando discursos de oposição que classificam a estratégia como um projeto de manutenção de poder familiar.
Ao mesmo tempo, a deputada Andreia Siqueira tenta reforçar sua atuação em Brasília, destacando emendas, articulações e presença institucional. A dúvida que permanece é se esse discurso será suficiente para desvincular sua imagem do desempenho da gestão municipal e conquistar votos além da base tradicional do grupo político.
Outro fator que pesa na equação é o crescimento de novos nomes e a reorganização das forças políticas no estado, o que tende a fragmentar votos e reduzir a margem de manobra de candidaturas que dependem fortemente de estruturas locais.
Diante desse cenário, a tentativa de reeleição de Andreia Siqueira deixa de ser uma formalidade e passa a ser uma aposta de risco. A estratégia de Alexandre Siqueira, antes vista como eficiente, agora é testada em um ambiente menos favorável e mais crítico.
A pergunta, portanto, segue aberta: o grupo político conseguirá repetir o feito das urnas passadas ou o desgaste acumulado falará mais alto desta vez? A resposta virá do eleitor.



