O bolso dos brasileiros poderá sentir os efeitos de uma nova etapa da reforma tributária a partir de 2027. Conhecido popularmente como “Imposto do Pecado”, o Imposto Seletivo foi criado para aumentar a tributação de produtos e serviços considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente.
A cobrança alcançará diferentes setores da economia, incluindo bebidas alcoólicas, cigarros, produtos fumígenos, determinados veículos e produtos minerais. A mudança poderá refletir nos preços pagos pelos consumidores.
Quais serão as taxas previstas para 2027?
As alíquotas provisórias divulgadas pelo governo em 4 de novembro de 2026 estabelecem percentuais diferentes conforme o tipo de produto:
- Refrigerantes e bebidas açucaradas: 2,6%;
- Cervejas de malte: 4,2%;
- Maioria dos vinhos: 8%;
- Rum e algumas aguardentes: até 24%;
- Produtos fumígenos: 37,5%;
- Cigarros e cigarrilhas: 66,7%, além de R$ 3,50 por unidade.
Quando começa a valer?
A previsão é que a nova cobrança entre em vigor em 2027, com aplicação das alíquotas transitórias. As regras definitivas deverão avançar a partir de 2028.
O objetivo do governo é utilizar a tributação como instrumento para desestimular o consumo de produtos associados a riscos à saúde e também reduzir impactos ambientais.
Apesar da justificativa, a mudança já desperta atenção de consumidores e empresários, principalmente dos setores de bebidas e tabaco, que poderão enfrentar alterações nos custos e na formação dos preços.
A expectativa é que os efeitos sejam sentidos ao longo da implementação da nova estrutura tributária no país.



