Secretário Adam Amorim, investigado por esquema de propina em contratos públicos continua no governo de Josemira Gadelha em Canaã dos Carajás

A permanência do secretário de Governo Adam Carlos Amorim em um dos cargos mais estratégicos da Prefeitura de Canaã dos Carajás tem gerado questionamentos após a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado do Pará, por meio do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado.

A investigação aponta a existência de um suposto esquema que teria movimentado dezenas de milhões de reais em contratos públicos, envolvendo fraudes em medições de serviços, pagamentos acima do valor de mercado e repasses financeiros irregulares.

Mesmo com a gravidade das acusações descritas em uma denúncia que ultrapassa 129 páginas, Adam Carlos continua no comando da Secretaria de Governo — pasta considerada uma das mais influentes dentro da estrutura administrativa municipal.

De acordo com as investigações do Ministério Público, o esquema investigado teria operado por meio de contratos públicos de grande valor firmados pela prefeitura ao longo de vários anos.

Somente em alguns dos contratos analisados pelos investigadores, os pagamentos somariam mais de R$ 180 milhões em recursos públicos entre diferentes exercícios financeiros. Parte desses valores, segundo o Ministério Público, estaria relacionada a serviços com suspeita de irregularidades nas medições ou nos processos de contratação.

Os investigadores também apontam que percentuais entre 6% e 10% do valor dos contratos poderiam ser destinados ao pagamento de propinas a agentes públicos envolvidos no esquema.

Caso confirmados, esses repasses representariam milhões de reais desviados do orçamento público municipal.

Nas apurações conduzidas pelo GAECO, Adam Carlos Amorim é citado como agente público que teria participação na liberação de medições consideradas fraudulentas em contratos da prefeitura.

Segundo o Ministério Público, essas medições permitiriam a liberação de pagamentos elevados por serviços que estariam, em alguns casos, com suspeitas de não terem sido executados integralmente ou de terem sido superfaturados.

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