Pará chega ao fundo do poço e é o pior estado do Brasil em qualidade de vida, segundo IPS 2025

O Pará aparece na última colocação do Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2025, com pontuação de 53,71, confirmando um cenário persistente de fragilidade social e institucional no estado. O dado coloca o Pará atrás de todas as demais unidades da federação e reforça um alerta que há anos vem sendo ignorado, crescimento econômico não tem se convertido em qualidade de vida para a população.

Divulgado com base em 57 indicadores sociais e ambientais, o IPS avalia os 5.570 municípios brasileiros a partir de três grandes dimensões e necessidades humanas básicas, fundamentos do bem-estar e oportunidades. Mesmo com atualizações metodológicas e inclusão de novos indicadores em 2025, o Pará segue estagnado na base do ranking nacional.

Enquanto Distrito Federal, São Paulo e Santa Catarina lideram com os melhores desempenhos, os piores resultados continuam concentrados na Amazônia Legal, região marcada por desigualdades históricas. Acre, Maranhão e Pará ocupam, respectivamente, as últimas posições, evidenciando que os problemas estruturais do Norte permanecem sem respostas eficazes.

O contraste é ainda mais evidente quando se observa que o Brasil registrou índice médio de 62,96, superior ao desempenho paraense. Ou seja, o Pará não apenas ficou abaixo da média nacional, como também se distanciou ainda mais dos estados com melhores indicadores de educação, saúde, saneamento, segurança e acesso a oportunidades.

As fontes utilizadas no levantamento como DataSUS, CadÚnico, Anatel, MapBiomas e institutos especializados em políticas públicas dão robustez técnica ao estudo e afastam qualquer tentativa de relativizar os números. Em 2025, o índice incorporou ainda novos indicadores ligados à vulnerabilidade das famílias, situação de rua, alimentação e respostas do Estado a processos previdenciários e familiares, ampliando o retrato da realidade social.

O resultado escancara um paradoxo recorrente: o Pará é um dos estados mais ricos em recursos naturais do país, mas segue falhando em transformar essa riqueza em bem-estar social, oportunidades reais e condições dignas de vida para sua população.

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