Thiago Miranda entra no centro de escândalo milionário na cultura do Pará após apreensão de R$ 500 mil pela Polícia Federal

O que deveria ser investimento em cultura pode estar no centro de um escândalo milionário no Pará. A Polícia Federal apreendeu R$ 500 mil em dinheiro vivo após monitorar a movimentação suspeita de um empresário ligado à empresa que mantém contratos com a Fundação Cultural do Pará.

O caso ocorreu no centro de Belém e acendeu o alerta para um possível esquema de desvio de recursos públicos.

As investigações começaram após o Conselho de Controle de Atividades Financeiras identificar um saque considerado atípico: meio milhão de reais retirado diretamente “na boca do caixa” por um empresário com renda declarada de pouco mais de R$ 1 mil. Ao aprofundar a apuração, a Polícia Federal encontrou uma série de depósitos recentes feitos diretamente pela fundação na conta da empresa.

Ao todo, a empresa firmou sete contratos sem licitação, somando R$ 3,8 milhões, todos relacionados ao evento “Harmonia Sonora”.

Dinheiro vivo, prisão e suspeita de “laranja”

A Polícia Federal chegou ao caso após monitoramento e flagrou o momento em que o dinheiro era retirado. Houve confusão, tentativa de fuga e prisões em flagrante.

Um dos envolvidos teria admitido atuar como “laranja”, enquanto outro preferiu permanecer em silêncio durante o depoimento.

No centro da crise está Thiago Miranda, presidente da fundação responsável por autorizar os contratos. A própria Polícia Federal já indicou que a participação dele precisa ser investigada.

Com milhões liberados sem licitação, contratos assinados às pressas e eventos que levantam suspeitas, a dúvida que permanece é direta: o dinheiro da cultura estava sendo usado para promover eventos ou para alimentar um esquema?

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