Pagar servidores ou fornecedores, gestão Aurélio Goiano vive novo dilema sendo obrigado a frear novos gastos

A Prefeitura de Parauapebas enfrenta um dos momentos mais delicados do primeiro ano da gestão de Aurélio Goiano. Com a proximidade do pagamento da folha de dezembro e do 13º salário dos servidores, a administração vive um estrangulamento financeiro que obrigou o governo a priorizar despesas essenciais e, segundo apurado pelo portal, orientar secretários a não assumirem novos compromissos financeiros para o mês de dezembro.

A medida, segundo interlocutores da gestão, nasce do temor de que a prefeitura não consiga arcar simultaneamente com o pagamento dos servidores e a quitação de dívidas acumuladas com fornecedores. O clima é de apreensão dentro da máquina pública, servidores em duvidas sobre os vencimentos, enquanto fornecedores muitos há meses sem receber pressionam por pagamentos imediatos.

Há fornecedores nas áreas de saúde, educação, infraestrutura e serviços terceirizados que relatam atrasos sucessivos, o que começa a gerar risco de paralisações e suspensão de serviços essenciais.

Fontes ligadas ao governo afirmam que o passivo total com fornecedores pode ultrapassar dezenas de milhões, embora o número exato ainda não tenha sido oficialmente divulgado.

Outro fator que coloca peso adicional sobre o orçamento é o reajuste salarial concedido aos servidores em 2025, 4,62% de revisão geral anual nos vencimentos,Vale-alimentação elevado a R$ 1.500 mensais, Diferenças salariais pagas de forma retroativa a janeiro.

Essas medidas ampliam a despesa total com pessoal e tornam ainda mais difícil fechar as contas em um mês naturalmente pesado.

Diante desse cenário, o prefeito, segundo apurado, deu orientação interna para que nenhuma secretaria firme novos compromissos financeiros para dezembro. A ordem funciona como uma espécie de contenção emergencial para impedir o agravamento da situação.

Na prática, isso trava contratos, impede novas compras e limita qualquer ampliação de serviços. A ordem teria sido dada verbalmente em reuniões internas, mas deve ser oficializada em portaria caso a situação se mantenha crítica.

Os servidores municipais já demonstram preocupação com a possibilidade de atraso no salário de dezembro e no 13º. A prefeitura, até agora, não fez comunicado oficial garantindo a quitação integral na data prevista.

A administração Aurélio Goiano enfrenta um cenário de forte pressão financeira. Com uma folha de pagamento bilionária, dívidas acumuladas e queda de previsibilidade nas receitas, a prefeitura entrou em modo de contenção total para tentar fechar as contas de dezembro.

O dilema entre pagar servidores ou fornecedores coloca a gestão em uma encruzilhada que pode definir o rumo político e administrativo dos próximos meses. A sociedade, os servidores e os empresários aguardam uma posição oficial e, sobretudo, números concretos para entender qual será o impacto real dessa crise no funcionamento da cidade.

Levantamento obtido pela reportagem mostra que a folha salarial da Prefeitura de Parauapebas cresceu de forma contínua ao longo de 2025, registrando aumentos tanto no valor total quanto no número de servidores.

Em janeiro, a administração iniciou o ano pagando R$ 77,8 milhões em salários. No entanto, já em julho o valor chegou ao pico de R$ 106,9 milhões, um aumento de 37,3% em apenas sete meses. Mesmo após uma leve redução a partir de agosto, a folha permanece acima da casa dos R$ 94 milhões mensais.

O número de servidores também aumentou. Eram 10.238 trabalhadores em janeiro, e o quadro passou a 11.276 em outubro, um crescimento de 10,1% equivalente a mais 1.038 novas contratações ao longo do ano.

Somando todos os meses já executados, a prefeitura desembolsou R$ 947,3 milhões em salários até outubro. A projeção é que o gasto anual com pessoal ultrapasse R$ 1,26 bilhão quando incluído o pagamento do 13º salário.

O avanço do custo da máquina pública ocorre justamente no momento em que a gestão enfrenta dificuldade para quitar fornecedores e tenta equilibrar as contas às vésperas dos pagamentos de dezembro e do décimo terceiro.

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