Enquanto o discurso oficial fala em conscientização e preservação de vidas, a realidade enfrentada pela população de Parauapebas segue marcada por acidentes frequentes, mortes no trânsito e problemas estruturais que continuam sem solução.
A Prefeitura de Parauapebas, por meio da Secretaria Municipal de Segurança e Defesa do Cidadão (Semsi), realizou a abertura da campanha Maio Amarelo, neste ano com o tema “No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas”. O evento aconteceu no auditório do IFPA e reuniu autoridades municipais, representantes de instituições e membros da sociedade civil.
Entre os presentes, chamou atenção a participação do vereador Léo Márcio, frequentemente apontado nos bastidores como “dono” da pasta de segurança, dividindo espaço com o prefeito Aurélio Goiano durante o lançamento da campanha.
Durante a solenidade, autoridades destacaram a importância da empatia, do respeito e da responsabilidade no trânsito. A proposta da campanha é reduzir acidentes por meio da conscientização, envolvendo motoristas, motociclistas, ciclistas e estres.
Durante a solenidade, autoridades destacaram a importância da empatia, do respeito e da responsabilidade no trânsito. A proposta da campanha é reduzir acidentes por meio da conscientização, envolvendo motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres.
No entanto, o cenário real do município levanta questionamentos. Parauapebas convive com um número preocupante de acidentes, muitos deles fatais, além de problemas recorrentes na infraestrutura urbana, como vias esburacadas, sinalização precária e falta de manutenção adequada.
Já o prefeito Aurélio Goiano afirmou que a gestão está comprometida com a construção de um trânsito mais seguro e humano.
O secretário Rafael Barbosa também ressaltou que a educação é o principal caminho para reduzir acidentes.
Apesar das falas institucionais, moradores questionam a efetividade das ações. Na prática, o que se observa são falhas na gestão da mobilidade urbana, ausência de investimentos consistentes em infraestrutura e críticas ao uso político da Secretaria de Segurança, o que, segundo relatos, compromete a eficiência das ações no setor.



