Prefeito Aurélio Goiano que prometeu “meter bala” em sem-terra agora vai pagar aluguel social para ocupantes da Fazenda Paloma em Parauapebas

Durante a campanha eleitoral, o então candidato a prefeito de Parauapebas, Aurélio Goiano, adotou um discurso de enfrentamento contra ocupações de terra. Em tom inflamado, chegou a dizer que resolveria o problema “na bala”.

Pois bem. A realidade do cargo parece ter apresentado outro caminho.

Agora, já sentado na cadeira de prefeito, a gestão municipal publicou portaria convocando as famílias que ocupam a área conhecida como Fazenda Paloma, na VS-10, para se cadastrarem no Programa Municipal de Aluguel Social. Ou seja: em vez de confronto, a solução apresentada é pagar auxílio para que essas famílias aluguem uma casa.

A medida veio após decisão judicial que determinou a reintegração de posse da área. Para evitar que as famílias fiquem desassistidas, a prefeitura decidiu incluí-las no programa social criado justamente para esse tipo de situação.

Mas o contraste entre o discurso de campanha e a prática administrativa não passou despercebido.

Nas rodas de conversa e nas redes sociais, a ironia corre solta: o que antes era promessa de “bala”, agora virou boleto de aluguel pago pelo poder público.

Claro que governar exige seguir leis, decisões judiciais e políticas sociais algo bem diferente da retórica de campanha. Ainda assim, a mudança de tom virou prato cheio para críticas e piadas entre adversários políticos e moradores da cidade.

No fim das contas, a Fazenda Paloma acabou virando também um símbolo de algo bastante comum na política: a distância entre o discurso do palanque e a realidade do gabinete.

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