Mulheres buscam mais voz e poder de decisão na política do Pará

Para Lanúzia Cunha, ampliar a presença feminina nos espaços de poder é levar para o debate público realidades que ainda precisam de respostas concretas

Quando uma mulher chega à política, leva para esse espaço experiências que ainda são pouco consideradas nas decisões públicas. Durante muito tempo, temas que atingem diretamente a vida feminina foram discutidos e decididos, em sua maioria, por homens. Ter mais mulheres nesses espaços é garantir que elas também tenham voz e poder para decidir sobre questões que conhecem e vivem de perto.

Maternidade, violência, sobrecarga do cuidado, independência financeira e dificuldades de acesso à saúde, educação, trabalho e renda fazem parte da vida de milhares de paraenses. Psicóloga e candidata a Deputada Estadual, Lanúzia Cunha acredita que essas realidades precisam estar presentes na definição das prioridades do Estado.

“Quando mais mulheres participam das decisões, experiências e necessidades que antes eram invisíveis passam a estar na mesa. Quero defender políticas que garantam mais segurança, autonomia e oportunidades para que cada mulher possa escolher o próprio caminho”, afirma Lanúzia.

Esse olhar alcança quem concilia trabalho e maternidade, quem depende dos serviços públicos para cuidar de si e da família, quem busca renda própria e quem precisa encontrar proteção diante da violência. São questões que não podem aparecer apenas nos discursos ou em datas específicas. Precisam estar no orçamento, nas leis, na fiscalização e nas prioridades do poder público.

A maior presença feminina também abre caminhos para outras mulheres. Ver uma mulher participando ativamente da vida pública ajuda outras a reconhecerem que esses espaços também podem ser ocupados por elas.

“Mais mulheres decidindo significa uma política que escuta mais, enxerga mais e cuida melhor”, reforça Lanúzia.

Para ela, esse é um avanço que o Pará precisa continuar construindo: mulheres não apenas alcançadas pelas decisões do poder público, mas participando diretamente de onde e de como essas decisões são tomadas.

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