Mais de R$ 9 milhões sob suspeita: falta de transparência marca contratos da SECULT

Um novo capítulo de tensão entre o Legislativo e o Executivo em Parauapebas escancara um problema que vai além da burocracia: envolve milhões de reais, falta de transparência e um silêncio que começa a incomodar até dentro da própria base política.

No centro da polêmica estão contratos firmados pela Secretaria Municipal de Cultura (SECULT), atualmente sob comando de Jhon Santos, que juntos ultrapassam R$ 9,2 milhões.

Apesar do alto valor, o que mais chama atenção não é apenas o montante — mas a ausência de explicações.

Mesmo após a aprovação de um requerimento na Câmara e o esgotamento do prazo legal para resposta, o Executivo optou por não se manifestar. A reiteração do pedido por vereadores reforça o clima de desconfiança e levanta uma questão direta:
por que tanto silêncio diante de um tema que envolve dinheiro público?

Os contratos envolvem serviços como montagem de estruturas para eventos, sonorização e iluminação. Até o momento, mais de R$ 1,8 milhão já foi pago.

Mas há um problema evidente:
faltam documentos que comprovem, de forma clara, a execução desses serviços.

Não estão disponíveis, de maneira acessível:
• ordens de serviço
• relatórios técnicos
• medições detalhadas
• registros dos eventos realizados

Na prática, o cenário é preocupante:
o dinheiro sai dos cofres públicos, mas as comprovações não aparecem com a mesma facilidade.

A situação ganha contornos ainda mais delicados quando se observa que uma das empresas contratadas aparece como financiadora de campanha do atual gestor municipal. Embora essa relação não represente, por si só, ilegalidade, ela aumenta a necessidade de transparência — justamente o ponto mais frágil até agora.

O silêncio do Executivo diante de um requerimento oficial aprovado pela Câmara não é apenas uma postura política — pode ser interpretado como descumprimento de dever institucional, com possíveis implicações legais.

Nos bastidores, a paciência começa a diminuir. Para vereadores, o caso já ultrapassou o limite de um simples pedido de informação. O que está em jogo agora é o controle sobre o uso dos recursos públicos.

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