Meses após concessão, crise no abastecimento de água se agrava em Parauapebas e silêncio da gestão municipal gera críticas

O que foi anunciado como uma solução para modernizar o sistema de saneamento em Parauapebas tem se transformado, quase seis meses depois, em um problema ainda maior para milhares de moradores. Relatos de falta de água continuam frequentes e, em alguns bairros, a situação é apontada como pior do que antes da mudança na gestão do serviço.

Regiões como Cidade Jardim, Parque dos Carajás e Vale dos Carajás seguem entre as mais afetadas, com moradores denunciando longos períodos sem abastecimento regular. Nas redes sociais, a insatisfação cresce, com queixas diárias sobre torneiras secas e a dificuldade de acesso a um serviço básico.

A responsabilidade pelo sistema urbano passou para a concessionária Águas do Pará após processo conduzido em nível estadual, com a promessa de investimentos e melhorias estruturais. No entanto, parte da população questiona os resultados práticos até aqui, diante da continuidade — e, segundo relatos, agravamento — dos problemas.

Outro ponto que tem gerado críticas é a postura do prefeito Aurélio Goiano. No início da concessão, o gestor chegou a adotar um tom mais firme nas redes sociais, afirmando que o município iria fiscalizar e cobrar respostas da empresa responsável. Porém, passados meses desde o início da operação, moradores cobram um posicionamento mais efetivo e contínuo diante da crise.

Para parte da população, a ausência de manifestações recentes do prefeito sobre o tema contrasta com a gravidade da situação enfrentada nos bairros. Comparações com outras cidades do Pará também têm surgido, onde prefeitos mantêm posicionamento público mais ativo diante de problemas semelhantes.

Enquanto isso, a população segue lidando com os impactos diretos da falha no abastecimento, enfrentando dificuldades no dia a dia e recorrendo a alternativas improvisadas para garantir o mínimo de água em casa.

Até o momento, não há um cronograma amplamente divulgado que indique a normalização definitiva do serviço, o que aumenta a sensação de incerteza e reforça a cobrança por soluções concretas — tanto por parte da concessionária quanto do poder público municipal.

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