Pará de Helder e Hana amarga último lugar no Brasil em qualidade de vida e lidera ranking dos piores indicadores sociais do país

O Pará voltou a aparecer em destaque nacional por um motivo nada positivo. Segundo o Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026, o estado ocupa a 27ª e última colocação entre todas as unidades da federação quando o assunto é qualidade de vida.

O resultado expõe uma contradição que há anos revolta parte da população paraense. Dono de uma das maiores riquezas minerais do país, responsável por movimentar bilhões de reais em exportações e arrecadação, o estado continua enfrentando graves problemas em áreas essenciais como saneamento básico, saúde, educação, segurança pública e geração de oportunidades.

O levantamento avalia dezenas de indicadores sociais e ambientais relacionados às necessidades básicas da população, bem-estar e oportunidades de desenvolvimento. Na prática, os números revelam aquilo que muitos paraenses enfrentam diariamente: dificuldades para acessar serviços públicos de qualidade, infraestrutura precária e desigualdade social persistente.

A situação é ainda mais preocupante quando se observa a realidade dos municípios. Dos 20 piores colocados do Brasil no ranking de qualidade de vida, 11 estão no Pará. O dado evidencia que os problemas não estão concentrados apenas em regiões isoladas, mas espalhados por diversas partes do estado.

Nem mesmo a capital consegue escapar do cenário desfavorável. Belém aparece apenas na 21ª posição entre as 27 capitais brasileiras analisadas, resultado que levanta questionamentos sobre a capacidade do poder público de transformar arrecadação e investimentos em melhorias concretas para a população.

Os dados do IPS reforçam uma cobrança antiga dos paraenses: que os avanços econômicos anunciados pelos governos se traduzam em benefícios reais para quem vive no estado. Afinal, desenvolvimento não se mede apenas por cifras, obras ou discursos, mas pela qualidade de vida oferecida à população.

Enquanto outros estados avançam em indicadores sociais, o Pará segue ocupando a última posição do país, um retrato que evidencia desafios históricos ainda longe de serem superados.

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